A bala baiana é um clássico da confeitaria brasileira, marcada pelo contraste entre o interior macio e o revestimento crocante de caramelo. Ideal para festas e lembrancinhas, essa receita traz todo o charme artesanal e o sabor nostálgico dos doces de infância.
Com esta receita de bala baiana, você aprenderá passo a passo como preparar o recheio de coco e o banho açucarado que garantem o brilho e a textura característica. A técnica é simples, porém requer atenção nos detalhes para atingir o ponto perfeito tanto do brigadeiro quanto da calda de vidro.

Ficha Técnica da Receita
- Tempo de preparo: aproximadamente 1 hora (mais o tempo de descanso)
- Rendimento: cerca de 25 unidades
- Dificuldade: Média
- Custo: Baixo
Ingredientes
Para o Recheio de Coco (Brigadeiro Branco):
- 1 caixinha (395 g) de leite condensado
- ½ caixinha (100 g) de creme de leite
- 50 g de coco ralado fino
- Açúcar refinado o suficiente para empanar
Para a Calda de Vidro:
- 250 g de açúcar refinado
- 100 mL de água
- 2 colheres (sopa) de vinagre branco de álcool
- 20 g de glucose de milho
- 3 g de cremor de tártaro

Modo de Preparo
- Prepare o recheio: Coloque o leite condensado, o creme de leite e o coco em uma panela de fundo grosso. Misture bem antes de levar ao fogo.
- Cozinhe o brigadeiro: Leve a mistura ao fogo médio, mexendo constantemente com espátula de silicone, até que comece a se soltar completamente do fundo da panela e forme uma massa lisa e firme.
- Descanse a massa: Retire do fogo, coloque em um prato untado e cubra com filme plástico, em contato direto com a massa. Espere cerca de 6 horas para esfriar completamente.
- Modele as balas: Divida a massa em porções de aproximadamente 25 g. Enrole cada porção até formar uma bolinha uniforme e passe no açúcar refinado para empanar.
- Descanso das bolinhas: Coloque todas as bolinhas sobre uma forma coberta com papel manteiga e deixe secar de um dia para o outro, em ambiente arejado, cobertas levemente com outro pedaço de papel manteiga.
- Prepare a calda: Em uma panela limpa, misture açúcar, água, vinagre, glucose e cremor de tártaro. Leve ao fogo baixo e não mexa para evitar que a calda cristalize.
- Ponto da calda: Quando a mistura atingir cerca de 170°C (ponto de vidro), mergulhe rapidamente uma colher com calda em água fria: se endurecer completamente e fizer som de vidro quebrando, está pronta.
- Banhe as bolinhas: Usando um garfo de confeitaria ou palito, mergulhe cada bolinha de brigadeiro na calda quente, cobrindo toda a superfície. Escorra o excesso e coloque para secar em assadeira untada com manteiga.
- Embalagem final: Quando ainda estiverem mornas, envolva as balas em celofane. Esse cuidado evita que a calda trinque antes da hora.
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Dicas e Variações
Dicas para um Resultado Perfeito
- Controle de temperatura: Use termômetro culinário para verificar a calda. Abaixo de 160°C, ela não endurece; acima de 175°C, pode queimar e escurecer demais.
- Higiene e utensílios secos: Qualquer gota de água na panela da calda pode arruinar o ponto, pois o açúcar recristaliza. Garanta que tudo esteja completamente seco.
- Ponto do brigadeiro: O segredo está em retirar do fogo no momento em que a massa já “limpa” o fundo da panela, formando uma bola maleável. Se cozinhar demais, pode esfarelar ao enrolar.
- Ambiente arejado: Ao secar as bolinhas, mantenha-as protegidas da umidade para que não grudem nem amoleçam antes do banho de calda.
Variações de Ingredientes
Essa receita de bala baiana pode ganhar versões especiais conforme o gosto. Para um toque mais cremoso, adicione 1 colher (sopa) de leite em pó ao brigadeiro. Para saborizar, troque o coco por castanha-de-caju triturada ou amendoim torrado moído. Quem quer inovar pode adicionar essência de baunilha, limão ou laranja no recheio, criando uma camada aromática que contrasta com a crosta caramelizada.
Como Armazenar Corretamente
Após prontas e embaladas, guarde as balas em pote de vidro ou lata bem fechada, em local seco e fresco. Não é necessário refrigerar. Elas duram até 15 dias se mantidas longe da umidade. Caso queira conservar por mais tempo, acondicione as bolinhas recheadas antes da calda no freezer por até 2 meses — na hora de usar, descongele totalmente antes de banhar.
A Origem da Bala Baiana
A bala baiana surgiu na Bahia e se espalhou pelo Brasil como um doce símbolo das festas populares. Seu nome se refere à região e à mistura de influências africanas e portuguesas que marcaram a culinária baiana. O contraste entre a casquinha dura e o recheio cremoso simboliza a combinação de elementos opostos presente na tradição doceira brasileira. Com o tempo, foi incorporada nas confeitarias de outras regiões e ganhou adaptações sofisticadas.
Harmonização com Bebidas
O sabor doce e levemente caramelizado combina bem com café expresso, licor de coco ou vinho do Porto. Se quiser uma apresentação refinada, sirva as balas baianas como petit four acompanhadas de espumante demi-sec. O gás e a acidez equilibram o açúcar e valorizam o aroma do coco queimado da calda.
Técnica e Química da Calda
A formação da crosta vítrea acontece quando a calda de açúcar atinge o estágio de caramelização, entre 165°C e 175°C. Nesse ponto, a sacarose quebra e forma novos compostos responsáveis pelo tom dourado e sabor característico. A adição de vinagre e cremor de tártaro serve para evitar a cristalização, pois ambos atuam como agentes acidificantes que controlam o rearranjo das moléculas de açúcar.
Já a glucose torna a calda mais elástica e facilita o banho, permitindo uma cobertura uniforme. É importante não mexer após começar a ferver, já que isso provocaria a recristalização do açúcar nas paredes da panela. Se aparecerem cristais, passe um pincel umedecido com água nas laterais para dissolvê-los.
Erros Comuns e Como Evitá-los
- Calda escurecida demais: sinal de superaquecimento. Retire do fogo antes do ponto de queima.
- Balas grudadas: resultado de calda mole ou secagem insuficiente. As balinhas devem esfriar completamente antes de embalar.
- Recheio derretendo sob a calda: o brigadeiro precisa estar firme e completamente frio antes de ser banhado.
Perguntas Frequentes sobre Bala Baiana
- Posso fazer bala baiana sem glucose? Pode, mas a consistência da calda será mais quebradiça e menos estável. A glucose ajuda a manter o brilho e a evitar que o açúcar cristalize novamente.
- Posso substituir o coco ralado? Sim. Amendoim ou castanha moída resultam em um recheio com sabor mais intenso e textura semelhante.
- Posso congelar a bala pronta? Não é recomendado, pois a calda tende a derreter ao descongelar, perdendo o efeito vítreo. Armazene em temperatura ambiente e ambiente seco.

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Conclusão
Delicada, crocante e com sabor irresistível, a receita de bala baiana é a escolha certa para quem quer impressionar com um doce clássico e de preparo artesanal. Seguindo corretamente os pontos do brigadeiro e da calda, o resultado é uma bala dourada, com brilho intenso e interior cremoso. Experimente preparar essa iguaria e encante sua mesa com um doce típico que celebra o melhor da confeitaria brasileira.